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Origem indígena, nome de cientista francês e promessa da luta: conheça Lavozier Marubo

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Lavozier Marubo vence Fabian Cordova e celebra a medalha de ouro
Um lutador de origem indígena, que aprendeu wrestling por intermédio de um professor cubano e foi batizado com o nome de um célebre cientista francês. A mistura improvável escreve a ainda iniciante história de Lavozier Marubo, de 17 anos, promessa do Brasil na modalidade. O adolescente é natural de Atalaia do Norte, no interior do Amazonas, e carrega no último sobrenome a denominação da tribo localizada no Vale do Javari, onde nasceu sua família materna.
– Tenho muito orgulho de ser indígena, de levar o nome do meu povo – disse o jovem, em entrevista ao ge, citando que de Atalaia até a aldeia são sete dias de barco.
Lavozier Marubo, atualmente, treina em Uberlândia, no Praia Clube
Leo Barrilari/COB
Lavozier ainda se comunica com a mãe, a professora Liliane Marubo, e com os quatro irmãos, na língua da tribo. Da família do pai, o motorista Ronnie Von Ulisses Wadick, herdou o nome europeu.
– Minha avó paterna que escolheu em homenagem a um cientista francês – explicou o atleta, que defende o Praia Clube, de Uberlândia (MG).
Lavozier frequentou a escola em Atalaia do Norte até o sexto ano. Jogava futebol com os colegas, enquanto os pais sonhavam que ele cursasse medicina. A visita do professor cubano de wrestling Luis Alberto Nelson mudaria os rumos da sua juventude.
– Ele foi lá na escola falar sobre um projeto social do esporte para os alunos. Eu me interessei, perguntei como eu fazia uma aula teste. Eu falei com meus pais, fiz e comecei a gostar, a treinar todos os dias. Eu nem sabia que existia essa modalidade, ele me apresentou e estou até hoje. O professor disse que poderíamos viajar para outros cantos, outros países representando o Brasil, conhecendo outras culturas e pessoas novas.
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Lavozier Marubo vende Gerald Flores na semifinal de Wrestling
Com apenas dez anos de idade, deixou Atalaia do Norte para treinar no Rio de Janeiro, onde morou durante três anos. Foram meses difíceis de adaptação, longe da família. Os pais, porém, o incentivaram a não desistir.
– Foi difícil sair da minha cidade sem conhecer nada, estava com medo de sair do meu estado, de perto da minha família. A saudade que a gente sente… Estávamos sempre juntos, senti falta disso, porque eu era muito novo. Nos primeiros cinco meses eu quis desistir, voltar, mas eles me apoiaram para eu continuar. Se eu voltasse estaria jogando meu sonho fora. Aprendi ali que, independentemente da saudade, temos que correr atrás dos nossos sonhos. Sou muito grato a eles por terem me apoiado. Hoje estou sendo reconhecido no Amazonas, fruto do meu trabalho, da minha dedicação. Eu tenho muito orgulho de levar o nome de Atalaia do Norte para fora do país, o nome do Amazonas, do Brasil, é muito bom. Foi muito difícil chegar até aqui.
Lavozier Marubo comemora a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude
Léo Barrilari/COB
Durante este período no Rio, cimentou a vontade de ser lutador. É o único da família, por enquanto, a sair de Atalaia e a enveredar pelo esporte. Em 2025, subiu ao topo do pódio nos Jogos da Juventude e vice-campeão pan-americano sub-17. No mês passado, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, no Panamá, seu principal feito na carreira. Um momento inesquecível para quem já estava feliz o suficiente por ter sido o porta-bandeira da delegação.
– Levei a bandeira do Brasil na abertura dos Jogos Sul-Americanos, não estava esperando por isso, achava que o Time Brasil tinha me chamado só para fazer umas fotos. Quando cheguei no Panamá, recebi a notícia de que seria porta-bandeira. Foi uma honra para mim. Nunca imaginei que estaria no lugar que estou, sendo reconhecido, é muito gratificante. Trabalhei muito para conseguir essa medalha de ouro. Ela tem um significado grande para mim, é a medalha mais importante da minha carreira.
Lavozier Marubo sobe ao topo do pódio
Leo Barrilari/COB
A dois anos dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, Lavozier sonha com uma vaga na categoria até 55kg. O foco está na carreira profissional, mas sem esquecer de pensar em como ajudar crianças e jovens da sua cidade.
– Quero ir para as Olimpíadas e conquistar uma medalha para o Brasil. É isso que mais me incentiva no Wrestling. Estou de olho em Los Angeles, treinando bastante para tentar me classificar. Quero abrir uma escola de Wrestling para incentivar os jovens a realizarem seus sonhos através do esporte. Espero poder ajudar mais gente.

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