Explosões ecoam Kiev durante bombardeio russo
A Rússia lançou sucessivas ondas de mísseis e drones contra Kiev entre a noite de domingo (5) e a madrugada desta segunda-feira (6), deixando ao menos 9 mortos, informaram as autoridades locais. O bombardeio ocorreu horas após o presidente da Ucrânia alertar que um novo ataque em larga escala era iminente.
Outras 24 pessoas ficaram feridas, segundo publicação no Telegram de Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar da Cidade de Kiev. O Ministério da Defesa russo afirmou ter atingido instalações militares e de energia na capital bem como aeródromos militares em várias outras regiões da Ucrânia.
De acordo com Tkachenko, um edifício residencial no distrito de Podilskyi desabou parcialmente. No distrito de Darnytsia, vários prédios de múltiplos andares foram danificados, e há suspeita de que civis estejam soterrados sob os escombros.
“São edifícios residenciais. Locais onde as pessoas dormiam e viviam suas vidas normais”, declarou a autoridade.
Equipes de emergência trabalham para extinguir um incêndio após ataques de mísseis russos em Kiev, Ucrânia, na segunda-feira, 6 de julho de 2026.
Danylo Antoniuk / AP
O ataque, que continuava em andamento no início da manhã desta segunda-feira, mobilizou ondas de mísseis balísticos e de cruzeiro, além de drones. Explosões ecoaram por toda a cidade enquanto civis buscavam abrigo em estações de metrô.
Horas antes, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, havia alertado sobre a iminência de uma nova ofensiva russa de grandes proporções contra a capital. A ação ocorre poucos dias após um ataque combinado da Rússia ter deixado ao menos 31 mortos em Kiev na semana passada.
Em publicação no Telegram no fim do domingo, Zelensky reforçou o apelo aos parceiros ocidentais para que fortaleçam a defesa aérea da Ucrânia, especialmente com o envio de mais mísseis Patriot. Segundo o mandatário, a falta de reposição desses sistemas encoraja a Rússia a prolongar a guerra, que já entra em seu quarto ano.
Posteriormente, a Rússia divulgou que um ataque de drones danificou a infraestrutura da região dos portos de petróleo de Ust-Luga e Vysotsk
Equipes de resgate trabalham no local de um prédio danificado por um ataque de míssil russo em Kiev, Ucrânia, na segunda-feira, 6 de julho de 2026.
Efrem Lukatsky / AP
Capital enfrentou ofensiva há 4 dias
O bombardeio desta segunda-feira amplia o cenário de devastação na capital ucraniana, que há apenas quatro dias enfrentou o ataque mais violento do ano. Na última quinta-feira (2), uma ofensiva em larga escala que durou 11 horas deixou pelo menos 20 mortos — incluindo paramédicos e motoristas de ambulância — e 90 feridos.
Naquela ocasião, a força aérea ucraniana contabilizou o disparo massivo de 74 mísseis e 496 drones russos, que atingiram todos os 10 distritos de Kiev e causaram incêndios e desabamentos severos em áreas residenciais. A baixa taxa de interceptação das armas balísticas russas foi associada pelas autoridades locais à severa escassez de mísseis para o sistema de defesa Patriot.
A escalada russa contra a infraestrutura civil ocorre em meio a uma campanha de drones de longo alcance promovida pela Ucrânia, que tem alvejado refinarias e instalações de energia em território russo para tentar asfixiar o abastecimento de combustível do país vizinho.
Bombeiros trabalham no local de um prédio de apartamentos danificado durante um ataque com mísseis e drones russos, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev, Ucrânia, em 2 de julho de 2026.
Stringer / Reuters
GIF Explosãoo em Kiev nesta segunda (6).
Reuters
*Com informações de Reuters e AP.


