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Jornal espanhol diz que Neymar vive “paradoxo cruel” ao se despedir antes de Messi e CR7

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Leitura labial mostra provocação de Neymar a goleiro da Noruega
O jornal espanhol Marca definiu a despedida de Neymar da seleção brasileira como um “paradoxo cruel”. Em artigo publicado nesta terça-feira, após a eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, o jornal afirma que o atacante foi preparado para assumir o protagonismo mundial quando Lionel Messi e Cristiano Ronaldo encerrassem suas carreiras, mas acabou se despedindo antes deles.
Segundo o diário, Neymar reunia tudo para suceder à dupla que dominou o futebol por mais de uma década.
– Era o herdeiro natural de uma era irrepetível, o único jogador que parecia reunir talento, carisma e dimensão midiática suficientes para ocupar o trono que durante mais de 15 anos foi compartilhado pelo argentino e pelo português – escreveu o Marca.
Marca vê “paradoxo cruel” em despedida de Neymar
Reprodução
Na avaliação do jornal, durante muito tempo esse caminho pareceu inevitável. A conquista da Liga dos Campeões pelo Barcelona, o protagonismo precoce na seleção brasileira e o enorme potencial técnico alimentavam a expectativa de que Neymar abriria uma nova era no futebol mundial.
O Marca, porém, afirma que essa “profecia” nunca se concretizou. O texto aponta que as lesões, decisões tomadas ao longo da carreira, as frustrações com a seleção brasileira e a perda de regularidade impediram que o camisa 10 sustentasse o nível que seu talento prometia.
Neymar chora e é consolado por Vini Jr e Raphinha e companheiros depois de Brasil x Noruega
James Lang/Reuters
Para o jornal, o cenário ganhou contornos ainda mais simbólicos porque Messi e Cristiano Ronaldo fizeram justamente o oposto do esperado.
– Messi e Cristiano se negaram a ir embora. Aos 39 e 41 anos, adaptaram seu futebol ao passar do tempo, seguiram competindo e alimentando uma lenda que parecia não ter prazo de validade.
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É daí que nasce o “paradoxo cruel” citado no título da análise. Segundo o Marca, Neymar era tratado como o futuro do futebol, mas viu esse futuro encurtar enquanto os dois jogadores que deveria substituir prolongaram suas carreiras em alto nível.
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O jornal também afirma que a própria seleção brasileira ficou presa a essa expectativa. Durante mais de uma década, o Brasil depositou em Neymar a esperança de conquistar a primeira Copa do Mundo desde 2002. Embora destaque que o atacante não possa ser considerado um fracasso, o periódico conclui que sua história com a camisa da Seleção termina marcada pela sensação de uma missão incompleta.
– A pergunta é inevitável: como um jogador destinado a suceder Messi e Cristiano terminou se despedindo antes deles? – encerra o texto.

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