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Ex-Botafogo, Davide Ancelotti define futebol brasileiro: “Gostam de jogar bonito, mas gostam muito de ganhar”

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No Seleção, Jéssica Maldonado explica os motivos da saída de Davide Ancelotti do Botafogo
O auxiliar técnico da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, Davide Ancelotti, analisou sua filosofia como treinador, relembrou experiências na carreira e comentou sua passagem pelo comando do Botafogo.
Filho do técnico Carlo Ancelotti, Davide destacou que sua formação foi construída a partir de diferentes referências do futebol mundial, sem se limitar a uma única escola.
— No futebol, é difícil dizer que um treinador te inspira. Você absorve coisas de diferentes treinadores – disse em entrevista à BBC Sport.
Ele citou nomes importantes do cenário europeu e explicou como essas influências moldaram sua visão de jogo.
— Pep Guardiola era inovador, um pioneiro. Jürgen Klopp na pressão alta. Roberto De Zerbi nos detalhes do terceiro homem. Sou fascinado por Diego Simeone e Unai Emery, e claro, pelo meu pai.
Carlo Ancelotti com o filho e auxiliar Davide Ancelotti
Rafael Ribeiro / CBF
Davide também comentou sua passagem pelo futebol brasileiro, quando teve a primeira experiência como treinador principal no Botafogo, destacando a importância do contato direto com jogadores na construção de sua identidade profissional.
— É algo que eu também fazia quando era treinador do Botafogo. Depois de conhecer o jogador e sua personalidade, você pensa em formas de se conectar com ele. Livros, filmes, tudo pode servir de inspiração para um time de futebol.
O treinador reforçou sua ideia de que não existe um único modelo ideal de jogo, mas sim um processo constante de adaptação e construção de identidade.
— Não acho que um treinador tenha que ser uma coisa ou outra. Há sempre um ponto de equilíbrio. Você se adapta aos jogadores e ao adversário, mas precisa ter ideias claras sobre o que gosta como treinador.
Davide Ancelotti em Botafogo x Santos; Brasileirão 2025
André Durão
Ele ainda destacou sua visão sobre construção de equipe e desempenho coletivo em alto nível.
— Meu sonho é ter uma equipe que possa fazer coisas diferentes no mais alto nível.
Na análise sobre o futebol moderno, Davide citou exemplos de equipes europeias como referência de organização e versatilidade tática, destacando a importância de adaptação durante as partidas. Ao falar sobre o futebol brasileiro, o auxiliar da Seleção foi direto ao resumir sua leitura da cultura nacional dentro de campo.
— Os brasileiros amam futebol, gostam de jogar bonito, mas gostam muito de ganhar.
Davide Ancelotti técnico do Botafogo durante partida contra o Fortaleza no estádio Engenhão pelo campeonato Brasileiro A 2025
Thiago Ribeiro/AGIF
Davide também ressaltou que o equilíbrio entre identidade e adaptação é essencial no futebol de seleções, especialmente em competições de alto nível como a Copa do Mundo.

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