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Atlético-MG x Botafogo: crises nas SAFs desmontam times finalistas da Libertadores

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ge Atlético analisa o que esperar do duelo com Botafogo pelo Campeonato Brasileiro
Atlético-MG e Botafogo se enfrentam neste domingo, às 16h (de Brasília), na Arena MRV, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, no primeiro duelo entre as SAFs em 2026. Finalistas da Libertadores de 2024, os clubes vivem hoje outra realidade após crises nas diretorias que provocaram mudanças profundas nos elencos.
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A decisão entre as equipes alvinegras ocorreu no dia 30 de novembro, praticamente há um ano e seis meses. Na ocasião, o Botafogo venceu o Atlético por 3 a 1. O time carioca abriu o placar com Luiz Henrique e Alex Telles. Em seguida, Vargas descontou para o Galo. Nos acréscimos, Júnior Santos ampliou. (Veja os melhores momentos abaixo)
Atlético-MG 1 x 3 Botafogo | Melhores Momentos | Final | Taça Libertadores 2024
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Após a final, as equipes se enfrentaram apenas duas vezes, sendo uma vitória para cada. Dos times finalistas, o Atlético tem sete jogadores remanescentes: Everson, Lyanco, Alonso, Alan Franco, Bernard, Igor Gomes e Scarpa. A linha ofensiva do time se desfez, e nomes como Hulk, Deyverson, Paulinho (o trio de ataque titular na ocasião), Vargas e Alan Kardec (reservas que entraram no decorrer do jogo) já deixaram o clube.
Do lado do Botafogo, o ataque se desmanchou completamente. Restaram Vitinho, Barboza (que está de saída para o Palmeiras) e Alex Telles dentre os que foram titulares naquele 30 de novembro. Allan, Matheus Martins, Marçal e Júnior Santos entraram no decorrer do jogo e seguem no elenco alvinegro.
Referências daquele elenco, como John, Marlon Freitas, Gregore, Igor Jesus, Luiz Henrique, Savarino e Thiago Almada, já estão longe de General Severiano.
Igor Jesus e Guilherme Arana; Atlético-MG x Botafogo – Final da Libertadores 2024
Pedro Souza / Atlético
Confira a lista de reforços contratados pelo Atlético para a temporada
Crise do Atlético
A família Menin assumiu a SAF atleticana em 2023. Desde então, o Galo amargou alguns resultados ruins dentro de campo, como os vices na Copa do Brasil e Conmebol Libertadores em 2024. Além do vice na Sul-Americana de 2025, e o desempenho abaixo da média no Campeonato Brasileiro por dois anos seguidos – brigou contra o rebaixamento até as últimas rodadas.
Aumento na dívida
Além do baixo desempenho dentro de campo, os Menin não conseguiram reduzir a dívida do Atlético, principal objetivo desde a criação da SAF. O clube divulgou as demonstrações financeiras de 2025 com prejuízo de R$ 882 milhões no exercício contábil, valor que considera R$ 572 milhões em impairment (depreciação de ativos). Já a dívida alvinegra ultrapassou a marca de R$ 2 bilhões.
Os números negativos foram impulsionados principalmente pelos custos operacionais, de R$ 461 milhões, e pelos investimentos no futebol, que chegaram a R$ 181 milhões. Ainda assim, o Atlético registrou receita líquida de R$ 727 milhões em 2025, puxada pelos direitos de transmissão (R$ 282 milhões), vendas de atletas (R$ 203 milhões) e explorações comerciais (R$ 139 milhões).
A receita bruta foi de R$ 768 milhões, crescimento de 14% em relação a 2024, sendo R$ 565 milhões provenientes de direitos de transmissão, bilheteria, sócio-torcedor, premiações, receitas comerciais e Arena MRV.
O clube considera, para cálculo do endividamento, os passivos descontados dos ativos com efeito caixa e, por isso, afirma ter dívida de R$ 1,78 bilhão, em 2024, o valor era de R$ 1,4 bilhão. Já a conta utilizada pelo ge soma dívidas de curto e longo prazo, chegando a R$ 2,66 bilhões. Após abatimentos de receitas antecipadas e valores em caixa, o endividamento acumulado fica em R$ 2,196 bilhões.
Rafael Menin e integrantes da cúpula do Atlético-MG
Pedro Souza
O endividamento bancário do Atlético também cresceu, passando de R$ 555 milhões para R$ 654 milhões. As dívidas tributárias subiram de R$ 388 milhões para R$ 487 milhões. Já os débitos relacionados à compra de atletas tiveram aumento superior a 100%, saltando de R$ 100 milhões para R$ 243 milhões.
Afastamento de Rafael Menin
Acionista majoritário da SAF do Atlético-MG, Rafael Menin anunciou afastamento do clube no fim de abril. Em vídeo publicado nas redes oficiais, ele informou que Pedro Daniel, CEO do Galo, será o responsável pelas operações diárias.
“Vou me afastar um pouco do dia a dia da operação do clube por uma necessidade maior da minha presença aqui na MRV, empresa a qual eu sou o CEO e o responsável. Mas com a chegada do Pedro (Daniel), a questão operacional passa a estar 100% com ele”
Dono do Atlético-MG, Rafael Menin anuncia afastamento do dia a dia do clube
Na descrição da publicação, o Atlético não informou o afastamento. Contudo, Rafael revelou a situação no vídeo. Ele agora vai estar mais próximo da MRV, empresa que coordena ao lado do pai, Rubens Menin.
O mandatário elogiou Pedro Daniel, que está no Atlético desde dezembro do ano passado. Rafael Menin não deixará o comando da SAF e reiterou que seguirá participando de decisões importantes dentro do clube.
– O Pedro é um cara de referência, é um executivo renomado. Eu tenho a convicção que ele é o cara certo para esse momento, para o que a gente precisa. Mas isso não significa, em nenhuma hipótese, que eu vou me distanciar do Galo. Eu sigo aqui acompanhando, sigo tendo plena consciência e ciência de tudo que acontece no dia a dia do clube.
Crise do Botafogo
O Botafogo foi um dos primeiros times a se tornar SAF no Brasil. John Textor assumiu o comando em 2022, após o retorno à Série A do Brasileirão. A proposta foi chancelada pelo Conselho Deliberativo, pelos sócios e muito comemorada pela torcida, que fez festa na sede de General Severiano no dia da votação.
Bom início
No futebol, o Botafogo teve uma crescente. A disputa pelo título brasileiro com o Palmeiras em 2023, ainda que perdida, representou uma virada de chave que pavimentou um caminho de glórias no ano seguinte. A diferença chegou a 13 pontos, mas começou a derreter após a saída de Luís Castro, que recebeu uma proposta do Al-Nassr.
O Botafogo terminou o Brasileirão em 5º, com 64 pontos, seis a menos do campeão Palmeiras. Em 2024, Artur Jorge foi contratado como o novo técnico do Botafogo após a demissão de Tiago Nunes. Chegaram Luiz Henrique, Almada, Igor Jesus, Alex Telles, Vitinho, Gregore, John e Savarino.
A espinha dorsal se formou ao decorrer do ano e ganhou força após exorcizar o fantasma de 2023, ao eliminar o Palmeiras nas oitavas de final da Libertadores. O Botafogo viveu a sua lua de mel após conquistar a Libertadores contra o Atlético, no Monumental de Nuñez, e o Campeonato Brasileiro, diante do São Paulo, no Estádio Nilton Santos. O norte-americano virou ídolo para muitos torcedores.
John Textor Botafogo Libertadores
Agustin Marcarian/Reuters
Castelo começa a desmoronar
Em 2025, o Botafogo pouco conseguiu aproveitar as conquistas do ano glorioso. Em meio às comemorações, o técnico Artur Jorge deixou o clube rumo ao Al-Rayyan, do Catar, e o time demorou quase dois meses para anunciar Renato Paiva como substituto.
Durante o período de indefinição, com Carlos Leiria e Cláudio Caçapa como interinos, o clube perdeu a Supercopa do Brasil para o Flamengo, foi vice da Recopa Sul-Americana diante do Racing e ainda negociou Luiz Henrique com o Zenit. John Textor chamou atenção ao afirmar que a temporada do Botafogo começaria apenas em abril, declaração lembrada em protestos da torcida.
O principal momento do ano foi a vitória sobre o PSG, em junho, na Copa do Mundo de Clubes, mas o time acabou eliminado pelo Palmeiras nas oitavas de final e caiu para o Vasco nas quartas da Copa do Brasil, no Nilton Santos.
Vitinha e Igor Jesus em PSG x Botafogo, na Copa do Mundo de Clubes
Sean M. Haffey – FIFA/FIFA via Getty Images
A temporada também foi marcada por uma debandada no elenco, com as saídas de Igor Jesus, John, Gregore e Cuiabano — apenas Gregore não foi para o Nottingham Forest, parceiro de negócios de Textor. Fora de campo, o estadunidense deixou o controle do Lyon, passou a enfrentar disputa societária na Eagle Football e viu a relação com o Botafogo social se desgastar.
Eliminação na Libertadores e afastamento de Textor
O Botafogo iniciou o planejamento de 2026 com Martín Anselmi definido como técnico desde dezembro, mas o foco rapidamente saiu do campo e foi para os problemas financeiros.
O clube sofreu um transfer ban da Fifa pelo não pagamento da contratação de Thiago Almada. Apesar da promessa de quitação rápida da dívida com o Atlanta United, o Botafogo só voltou a registrar jogadores mais de um mês depois, na primeira semana de fevereiro, após acordo entre as partes.
Dentro de campo, o primeiro grande desafio foi a pré-Libertadores, mas o time acabou eliminado ainda na terceira fase, restando a Sul-Americana. Fora dele, John Textor rompeu com Thairo Arruda, que deixou o cargo de CEO, e passou a enfrentar disputas societárias envolvendo a Eagle Football e a credora Ares.
Textor no Nilton Santos
Alexandre Durão
O caso saiu da Justiça do Rio e foi levado ao Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que afastou Textor do comando da SAF na última quinta-feira. Os problemas financeiros ainda geraram um novo transfer ban, desta vez por inadimplência com o Ludogorets na contratação de Rwan Cruz.
A SAF entrou com uma medida cautelar antecedente a um processo de recuperação judicial para conter a crise, enquanto um laudo encomendado pelo clube apontou dívida de curto prazo de R$ 1,6 bilhão. Em março de 2026, Textor já havia perdido poderes como diretor da Eagle Bidco, empresa dona da SAF, antes de ser afastado também da gestão do Botafogo pela decisão arbitral, que será reavaliada na próxima quarta-feira.
Bárbara Mendonça explica processo que afastou Textor do Botafogo
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