Ídolo do Real Madrid, peça importante no Milan e maior jogador da história de seu país, a Copa do Mundo de 2026 representa a última oportunidade de Luka Modric fazer história, mais uma vez, no futebol.
Após uma temporada ruim no Milan, que terminou o Campeonato Italiano na quinta colocação e acabou sem vaga na Champions League do próximo ano, crescem os rumores de que Modric irá anunciar a aposentadoria assim que terminar a participação da Croácia na Copa. Será?
Modric com uniforme da Croácia de 1998, em imagem feita por IA
Montagem feita por IA
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Junto de Modric, outros nomes históricos como Ivan Perisic e Kovacic também podem se despedir. Por isso, Zlatko Dalic tenta conduzir uma transição gradual sem perder aquilo que transformou a Croácia em uma seleção temida: controle emocional, organização e capacidade absurda de sobreviver em jogos grandes.
Jogos da Croácia na Copa do Mundo
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Nas Eliminatórias Europeias, a campanha foi praticamente impecável. Em 24 pontos disputados, a Croácia somou 22 e confirmou o primeiro lugar do grupo. O desempenho consolidou algo que já virou padrão sob comando de Dalic: mesmo em renovação, a equipe raramente perde estabilidade competitiva.
O time que chega à Copa ainda pode surpreender. A leitura é clara: a equipe talvez não tenha mais o mesmo teto técnico de anos atrás, mas continua sendo uma seleção extremamente desconfortável de enfrentar. Pior para a Inglaterra, que reprisa a semifinal da Copa de 2018 logo na fase de grupos.
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Esquema tático e time base
O treinador Zlatko Dalic continua com seu estilo calculista de jogo. Por conta da fase na carreira de seus principais jogadores no meio, o treinador vem mudando os esquemas do time: no final de 2025 e neste ano, optou por um 5-3-2, com três zagueiros para sustentar o meio com Modric de primeiro volante e Pasalic, da Atalanta, e Kovacic.
O time que deve jogar a Copa do Mundo começa com Livakovic no gol; Stanisic, Sutalo e Gvardiol na linha defensiva; Perisic e Caleta-Car como alas, Kovacic, Modric e Mario Pasalic no meio-campo e a dupla de ataque formada por Kramaric e Budimir.
Dalic também pode testar Luka Sucic com mais liberdade no lugar de Pasalic, formação que jogou bem contra o Brasil.
Croácia joga num 5-3-2
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Como inicia as jogadas?
A construção das jogadas continua de forma paciente e com bola no chão. A saída normalmente começa com os zagueiros bem abertos, principalmente Gvardiol, que talvez seja o defensor mais importante da equipe em construção ofensiva. Livakovic participa pouco com passes longos forçados. A ideia quase sempre é construir de maneira paciente.
Tanto Modric como Kovacic exercem papel fundamental nesse momento de construção. Os dois recuam para buscar a bola e ditar todo o ritmo do jogo na frente dos zagueiros. Recebem a bola, giram, escolhem a melhor opção na frente. Para isso, os alas e Sucic buscam ficar mais à frente, sem voltar tanto.
Saída da Croácia é bem apoiada, com toques curtos e volantes aproximando
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Como ataca?
O ataque croata é bem diverso. Se a bola sai redonda do meio, a equipe costuma forçar com tabelas e jogadas de profundidade por dentro. Kramaric e Budimir gostam de receber essa bola no espaço e saem bastante da área para apoiar e buscar o pivô.
Se o adversário marca fechadinho, a equipe avança inteira e busca muito os lados do campo. O treinador coloca um ponta, Perisic, no lado direito, para ter essa movimentação mais constante, com trocas entre um dos atacantes e um dos pontas. Os dois alas ficam bem abertos e buscam essa inversão de jogo.
Ataque também é apoiado e explora muito as trocas entre alas e pontas
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O time também sabe acelerar as jogadas. Mas só quando Modric acha um bom passe lá de trás. A ideia continua sendo controlar pela posse de bola, tocando de lado a lado para cozinhar o jogo. O Brasil sabe bem como é…
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Como defende?
A Croácia é extremamente organizada. O time normalmente alterna entre bloco médio e bloco baixo, dependendo do adversário. E o time continua a pressionar lá em cima. Kovacic e Modric são fundamentais defensivamente pela inteligência de posição. Ainda sabem subir a marcação e pressionar a toda hora.
Com o novo sistema 5-3-2, Gvardiol é mais dominante que nunca. Sutalo oferece cobertura e leitura. Stanisic dá muita segurança defensiva pelo lado direito.
A marcação da Croácia avança em alguns momentos e busca sempre um bloco médio
Reprodução
O grande destaque
O verbo já foi bem gasto ao falar de Luka Modric. Então vale olhar para um dos melhores zagueiros da Copa do Mundo: Josko Gvardiol.
Aos 24 anos, o defensor do Manchester City representa a transição perfeita entre a geração que levou o país a finais e semifinais de Copa e aquela que tentará manter a Croácia competitiva nos próximos anos. Forte fisicamente, dominante nos duelos e com qualidade rara na saída de bola, ele tem importância fundamental em todos os momentos, muitas vezes armando ataques. Ah, e no City chegou a jogar de ala.
Gvardiol festeja gol do City
REUTERS/Peter Powell
A grande força a croata talvez esteja no aspecto mental. É uma equipe extremamente fria em mata-mata, acostumada a sofrer pressão sem perder organização. Poucas seleções conseguem manter tanta clareza emocional em momentos críticos quanto a Croácia.
Tudo isso para permitir a Luka Modric e tantos outros craques uma última amostra da melhor geração croata da história. Para desfrutar cada passe.
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