Remo 1 x 1 Palmeiras | Melhores momentos | 15ª rodada | Brasileirão 2026
Se a chuva deixou o torcedor esperando por 1h40 para o início do jogo no Mangueirão, no último domingo, dia 10, Alef Manga fez a espera valer a pena em apenas um minuto. Foi certeiro, algo que falta ao Remo em muitos momentos, após uma jogada boa e rápida da equipe azulina.
Líder do campeonato e um dos melhores times da América do Sul, o Palmeiras ficou mais com a bola, mesmo jogando fora de casa. Ainda assim, mesmo após o gol de Manga, o Leão não mudou de postura, não ficou pregado perto do próprio gol. Ao mesmo tempo, o adversário também não virou uma avalanche, nem empilhou finalizações contra os donos da casa.
O Remo, claro, fechava o meio e tentava chegar ao ataque nos contra-ataques. Assim, conseguiu uma boa chance de ampliar com Jajá, que parou em Carlos Miguel. O Verdão foi chegando aos poucos e conseguiu o empate após um erro de passe do volante Patrick, que, apesar de não ter tantas opções para tocar, não estava pressionado e poderia ter feito melhor.
No lance, Sosa chutou, a bola bateu nos pés de Tchamba e morreu no gol aos 22 minutos do primeiro tempo. Depois disso, nada tão relevante aconteceu até o intervalo.
Assim como na primeira etapa, o Remo iniciou o segundo tempo assustando e poderia ter ficado novamente em vantagem logo no primeiro minuto. Patrick fez boa jogada, ficou cara a cara com o gol e teve a chance de se redimir, mas viu Carlos Miguel “virar Neuer” e fazer uma excelente defesa.
Alef Manga – Remo x Palmeiras – Brasileirão
Fernando Torres/AGIF
Praticamente no lance seguinte, Marcelinho, livre na área, cabeceou na trave em outra grande oportunidade azulina. Foram, inclusive, as duas chances mais claras do jogo, até mais do que os próprios gols marcados.
Aos 24 minutos, Zé Ricardo meteu o joelho nas costas de Andreas no meio de campo, de forma totalmente desnecessária, foi expulso e deixou o Leão com um a menos. Líder do campeonato, melhor visitante da competição e agora com superioridade numérica, parecia que o Palmeiras faria uma blitz e poderia até buscar a vitória. Mas não foi isso que aconteceu.
Competiu como sempre e deixou pontos pelo caminho como de costume
Pelo jogo, pelas estatísticas e pelo texto, ficou claro que o Remo não foi dominado pelo Palmeiras no último domingo. Tanto que Marcelo Rangel, quase sempre protagonista, talvez nem tenha sido o goleiro de maior destaque da partida, já que Carlos Miguel precisou aparecer em momentos importantes para salvar o Palmeiras. A equipe paulista finalizou no alvo apenas uma vez a mais que o Leão.
Flaco López em Remo x Palmeiras
Marcos Junior/AGIF
Ou seja, o time de Condé competiu com o líder do campeonato, algo muito positivo e que pode dar esperança ao torcedor. Faz sentido. Contudo, apesar de deixar o time mais próximo de um resultado positivo, apenas competir não dá pontos.
Atualmente, o Leão provavelmente não sairia da zona de rebaixamento nem com duas vitórias seguidas. Então, além de competir, o Remo precisa de gols e, principalmente, de vitórias. A elite do futebol brasileiro, que parecia um sonho distante anos atrás, agora é realidade. A equipe azulina está lá por méritos próprios e precisa entender que não precisa pedir licença para ninguém.
No domingo, dentro do contexto do jogo e diante do adversário, o empate está longe de ser ruim, principalmente após a expulsão de Zé Ricardo. No entanto, não dá mais para desperdiçar pontos, seja contra um time que luta contra o rebaixamento ou contra outro que pensa em vencer a Libertadores.
O torcedor pode olhar para o empate contra o todo-poderoso Palmeiras e enxergar um copo meio cheio, acreditando que, diante de adversários inferiores, o time conseguirá levar a melhor. Ou pode olhar para a tabela e ver um copo meio vazio, percebendo que existe pouquíssima margem para erro daqui para frente.


