Espanha 0 x 0 Cabo Verde | Melhores Momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo 2026
Espanha e Arábia Saudita se enfrentam às 13h deste domingo pela segunda rodada da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Espanha x Arábia Saudita
Grupo H
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Placar mais provável:
Espanha 2 x 0 Arábia Saudita
É de se esperar por um jogo com muitas finalizações da Espanha. Na primeira rodada, foi a equipe que menos se movimentou em campo. A soma dos deslocamentos de seus atletas foi de 92,8 km. Como comparação, o time da Arábia Saudita se movimentou 18% mais (109,5 km) no empate em 1 a 1 com o Uruguai. Um ponto a perceber na partida é se o jogo posicional levará a equipe a trocar passes curtos ou se os atletas vão se movimentar mais do que no empate em 0 a 0 contra Cabo Verde na estreia. Ainda assim, fez 25 finalizações, com oito certas defendidas que consagraram o goleiro Vozinha. Das 25 finalizações, 16 foram construídas em trocas de passes rasteiros em que se destacaram a dupla de meio-campo Pedri, com participação em oito jogadas que foram finalizadas, e Rodri, com participação em seis desses lances rasteiros, além de terem participado de outras cinco jogadas finalizadas no jogo aéreo. A Arábia Saudita permitiu 23 finalizações ao Uruguai, mas 14 delas a partir de jogadas aéreas, com grandes dificuldades para neutralizar cobranças de escanteios altos, que resultaram em oito finalizações, embora o gol sofrido tenha se originado em um cruzamento da esquerda do ataque do Uruguai. A Espanha só fez uma finalização em escanteio aéreo contra Cabo Verde.
A Arábia Saudita só conseguiu fazer sete finalizações contra o Uruguai, quatro delas a partir de jogadas aéreas em bola parada, três escanteios e um lateral longo. O destaque nessa bola parada aérea saudita é o atacante Al-Juwayr, em escanteios cobrados do lado direito. Olho nele! A Espanha só permitiu seis finalizações a Cabo Verde, três em bolas aéreas, sendo dois lançamentos longos e um escanteio, passando este último a ser um ponto sensível para os espanhóis na partida.
A evolução do xG na primeira rodada
Com Cabo Verde fechado na defesa, a Espanha fez 25 finalizações com potencial estatístico para 1,91 gol principalmente porque 12 dessas tentativas foram feitas de fora da área. Das 13 finalizações de dentro da área, cinco foram feitas de cabeça, com força menor do que chutes e, por isso, impões um menor nível de ameaça ao goleiro adversário.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Arábia Saudita só conseguiu sete finalizações, e apenas três delas foram de dentro da área, uma de cabeça, com potencial estatístico para 0,63 gol, sendo mais eficiente do que se esperava dela contra o Uruguai.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Arábia Saudita 1 x 1 Uruguai | Melhores momentos | 1ª rodada | Copa do Mundo FIFA 2026
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.


