Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em coletiva de imprensa na Casa Branca nesta terça-feira (5)
REUTERS/Evan Vucci
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (5), durante um coletiva de imprensa na Casa Branca, que 10 marinheiros civis que estavam a bordo de navios cargueiros morreram desde o início do bloqueio do Irã ao Estreito de Ormuz.
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O transito de embarcações pela via marítima, por onde passavam 20% do petróleo do mundo antes da guerra, é um ponto central no conflito entre os países que começou no dia 28 de fevereiro. O Irã bloqueou o transito de navios pela via como uma forma de pressionar os EUA e Israel pelo final da guerra. Em resposta os EUA bloquearam a circulação de navios iranianos.
Segundo Rubio, os EUA vão conduzir uma operação defensiva para garantir a passagem de navios civis pela região. Ele disse ainda que o país só fará ataques se for alvo de forças iranianas.
O secretário também classificou a ação do Irã como pirataria.
O que é o Estreito de Ormuz
A declaração acontece um dia após os EUA iniciarem a “Operação Liberdade”, nome que o governo de Donald Trump deu à operação militar de escolta a navios comerciais no Estreito de Ormuz, em meio ao bloqueio da passagem pelo Irã.
Também nesta terça-feira (5), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que a operação que as forças norte-americanas fazem no Estreito de Ormuz é pacífica, mas atacará com “poder de fogo esmagador” caso o Irã ataque navios que cruzem o canal.
Hegseth ainda reivindicou que os EUA, e não o Irã, têm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em meio à escalada das tensões entre EUA e Irã no canal. Na segunda-feira (4) os dois lados afirmaram ter disparado contra embarcações inimigas, apesar de o cessar-fogo ainda estar em vigor.
O secretário de Guerra disse ainda que a escolta dos EUA já está surtindo efeito e que centenas de navios mercantes estavam se preparando nesta terça para atravessar o Estreito de Ormuz. Já o Irã afirma que não está permitindo a passagem de nenhum navio pelo canal.
Mas, na segunda-feira, diferentes navios relataram ter sido alvos de disparos. Países do Golfo Pérsico também afirmaram ter voltado a ser alvo de mísseis e drones disparados pelo Irã, o que, pelo cessar-fogo, não deveria ocorrer.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, afirmou que o Irã atacou Omã e os Emirados Árabes Unidos na segunda. Caine também disse que, desde o anúncio do cessar-fogo, em 7 de abril, o Irã disparou contra embarcações comerciais nove vezes e apreendeu dois navios porta-contêineres.
O Irã atacou forças norte-americanas mais de dez vezes, acrescentou o general.
Infográfico – Estreito de Ormuz
Arte/g1


