John Textor fala sobre sua situação no Botafogo
O dono da SAF do Botafogo, John Textor, foi ao treino do Alvinegro nesta manhã na zona sudoeste no Rio de Janeiro. Na saída, ele comentou a possibilidade de perder o zagueiro Alexander Barboza, alvo do interesse do Palmeiras e do Cruzeiro.
Textor foi ao treino do Botafogo nesta quinta-feira
Reprodução
Textor disse que não recebeu qualquer contato dos clubes para possível transação e se mostrou tranquilo com os rumores da saída do zagueiro argentino. Barboza tem contrato com o Botafogo até o fim de 2026 e não renovou o contrato atual, apesar da procura do clube carioca.
O dirigente americano ainda brincou com o caso, porque as notícias em Minas Gerais dão conta que o ex-treinador alvinegro Artur Jorge é um trunfo para o desenrolar da negociação.
— É normal o contato entre os departamentos de futebol. Mas não vi proposta do Palmeiras. Ouvi que o Artur Jorge, do Cruzeiro, estaria vindo atrás do Barboza. Acho que se ele deveria ligar para o seu parceiro, amigo e assistente Franclim (atual treinador do Botafogo). Se ele quer um jogador, é a abordagem mais correta. Mas isso não aconteceu. Não recebemos nenhuma proposta do Cruzeiro. Talvez ele (Artur) esteja só brincando com a gente ou algo assim (risos). Ainda vamos beber uma cerveja juntos. Vou lustrar nosso troféu que conquistamos. Mas ele tem que deixar nossos jogadores em paz — disse John Textor.
John Textor entre João Paulo Magalhães e Durcesio Mello: dirigente americano espera apoio na assembleia do Botafogo
Vítor Silva/Botafogo
Recuperação judicial
A entrevista também teve como tema a recuperação judicial, processo iniciado pelo Alvinegro nesta semana. Textor disse que espera ter aprovação em assembleia do clube para aportar dinheiro no Botafogo e afirmou que é o único, neste momento, com essa disposição. Novo encontro será realizado no dia 27. Quando Textor espera obter apoio.
— Peço que os acionistas parem de falar nos bastidores, parem de falar com os advogados. Vão para a reunião. O clube precisa de dinheiro, então coloque suas propostas, coloque o dinheiro. Eu fiz minha proposta, US$ 25 milhões do meu próprio capital. Eu estou tentando há algumas semanas que isso seja aceito pelos acionistas. Precisa de mais capital, então eu tenho parceiros que querem colocar o dinheiro ao meu lado.
— Nós tivemos uma boa decisão do juiz (na cautelar). Mas o clube precisa de capitalização, como quando eu cheguei no início. Eu não tinha restrições sobre o que eu poderia colocar, eu não tinha restrições sobre os jogadores que eu poderia assinar, e nós conseguimos pegar um clube de segunda divisão para nos tornar campeões da América do Sul com nossa própria independência. Conseguindo fazer essas decisões sem obstrução — comentou o americano.
O dono da SAF do Botafogo enfrenta série de ações judiciais em meio à rede multiclubes criada nos últimos anos. Para ele, a relação com o clube social do Botafogo está melhorando. Ele espera ter apoio na próxima assembleia. Mais tardar, ele espera conseguir aprovar o aporte de capital na Justiça brasileira, acrescentou.
— Se ninguém mais está colocando dinheiro, e eu, legalmente, não estou permitindo colocar dinheiro, a recuperação pré-judicial nos permite ir a um juiz e dizer, “ok, o dinheiro fala, o dinheiro está aqui para resolver os problemas”. Eu disse na noite anterior que eu estou aberto a alguém fazer uma oferta de investimento. Mas não há outro investidor, não estão encontrando — reforçou o dirigente.
+ ✅Clique aqui para seguir o canal ge Botafogo no WhatsApp
🗞️ Leia mais notícias do Botafogo
🎧 Ouça o podcast ge Botafogo 🎧
Assista: tudo sobre o Botafogo no ge, na Globo e no sportv


