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Campeã olímpica vira embaixadora do Laureus e defende: “Celebrar mulheres muda a narrativa”

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Shelly-Ann Fraser-Pryce vence o prêmio Laureus de melhor atleta mulher do ano
De cabelos curtos e visual moderno, Shelly-Ann Fraser Pryce pouco lembra aquela jamaicana de madeixas longas e coloridas, sua marca registrada ao longo dos 18 anos de carreira nas provas de velocidade. Nova embaixadora do Prêmio Laureus, a três vezes campeã olímpica está em Madri para a celebração da 26ª edição do “Oscar do Esporte”, que acontece nesta segunda, no Palácio Cibeles – o sportv transmite a partir das 15h.
+João Fonseca, Rayssa Leal, Yago Dora e Gabriel Araújo são indicados ao Prêmio Laureus 2026
+Novak Djokovic e Eileen Gu serão os apresentadores do Prêmio Laureus nesta segunda-feira
Aposentada há seis meses, quando anunciou sua despedida no Mundial de Atletismo de Tóquio, em setembro de 2025, ela tem curtido a vida de mãe e se dedicado a projetos que reforçam sua potência como um dos maiores nomes femininos do esporte mundial.
Shelly-Ann Fraser Pryce conversa com jornalistas antes do Prêmio Laureus 2026
Patricia J. Garcinuno/Getty Images for Laureus
Em entrevista ao ge, Shelly-Ann destacou que o caminho para a valorização do esporte feminino passa por “mulheres ressaltarem outras mulheres”. Na conversa, a jamaicana citou a recente conquista no aumento de salário na WNBA, a liga feminina de basquete americana, como exemplo de uma luta de anos e de discussões importantes no esporte feminino. Apelidada de “Bolt de Saias”, ela também lembrou que muitas vezes teve de lidar com a validação de seus feitos, muitas vezes comparados aos de velocistas masculinos.
– A mudança acontece quando mulheres continuam ocupando espaços e tendo conversas difíceis. Só nós sabemos o que é necessário para chegar a esse nível. Precisamos parar de nos comparar aos homens e dar prestígio às nossas próprias conquistas. Muitas decisões que defendemos hoje não são para nós, mas para a próxima geração. Celebrar mulheres como Katie Ledecky, Simone Biles muda a narrativa. Mais pessoas estão prestando atenção ao esporte feminino. Quando você investe no esporte feminino, você investe no esporte como um todo.
Outro tema abordado foi o recente anúncio do Comitê Olímpico Internacional sobre a nova política de teste de gênero, já que, a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, as atletas precisarão provar elegibilidade à categoria feminina.
A jamaicana afirmou que já precisou passar por esse tipo de teste, antes do Mundial em Tóquio, em 2025. Para ela, as regras não devem servir para excluir e sim para garantir que todos tenham uma chance justa dentro da competição.
Shelly-Ann Fraser-Pryce em Paris 2024
Sam Barnes/Sportsfile via Getty Images
– Tivemos que procurar um laboratório para comprovar que somos mulher. E eu estava sentada na sala pensando: “senhor, eu tenho um filho, eu sou mãe”. Mas, para mim, acho que toda regra que é criada tem um motivo. O Comitê Olímpico Internacional é o órgão que rege o esporte, e eles têm os dados, as evidências e entendem a importância das decisões que tomam por nós. Meu foco é realmente defender os jovens atletas ou as mulheres do meu país e também de fora, para que tenham oportunidades iguais de fazer o que precisam. Então, você ouve as regras e entende que elas não são feitas para separar ninguém; na verdade, são criadas para fortalecer o esporte e garantir que cada pessoa que entra na arena tenha uma chance justa.
Sobre a vida de atleta aposentada das pistas, a jamaicana contou como tem sido o seu dia a dia, todo voltado para as funções maternas e para a sua fundação na Jamaica.
– Depois de fazer a mesma coisa por 18 anos, você acorda um dia e pensa: “Não acredito que não estou mais fazendo isso”. Mas o foco muda. Hoje eu corro uma corrida diferente, com outro propósito. Hoje tenho a minha Fundação Rocket Pocket (nome inspirado no apelido dado à Shelly-Ann por sua altura de 1,52 metro), onde coloco em prática tudo que aprendi e uso como mentoria para os mais jovens, para que eles possam saber lutar pelos seus direitos. Se eu pudesse apontar um arrependimento, seria não ter me defendido mais cedo para não criar conflitos. Agora estou em uma posição em que posso impactar o esporte de forma real – finalizou.
Shelly-Ann Fraser Pryce está em Madri para o Prêmio Laureus
Patricia J. Garcinuno/Getty Images for Laureus
A 26ª edição do Prêmio Laureus premiará os atletas que se destacaram em 2025. O tenista sérvio Novak Djokovic e a esquiadora chinesa Eileen Gu serão os apresentadores do “Oscar do Esporte”, que tem quatro brasileiros concorrendo a honrarias. A skatista Rayssa Leal e o surfista Yago Dora disputam o posto de melhor atleta de ação. O tenista João Fonseca, por sua vez, é um dos candidatos a “Revelação do Ano”, enquanto o nadador Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, compete entre os esportistas com deficiência.
Veja todos os indicados às categorias do Laureus 2026
Melhor Atleta Homem do Ano:
Carlos Alcaraz (Espanha) – tênis
Ousmane Dembélé (França) – futebol
Armand Duplantis (Suécia) – salto com vara
Marc Márquez (Espanha) – motociclismo
Tadej Podacar (Eslovênia) – ciclismo
Jannik Sinner (Itália) – tênis
Melhor Atleta Mulher do Ano:
Aitana Bonmatí (Espanha) – futebol
Melissa Jefferson-Wooden (Estados Unidos) – atletismo
Faith Kipyegon (Quênia) – atletismo
Katie Ledecky (Estados Unidos) – natação
Sydney McLaughlin-Levrone (Estados Unidos) – atletismo
Aryna Sabalenka (Bielorrússia) – tênis
Melhor Equipe do Ano:
Seleção feminina de futebol da Inglaterra
Equipe europeia da Ryder Cup – golfe (torneio masculino)
Seleção feminina de críquete da Índia
McLaren – Fórmula 1
Oklahoma City Thunder – NBA
Paris Saint-Germain – futebol (equipe masculina)
Revelação do Ano:
João Fonseca (Brasil) – tênis
Désiré Doué (França) – futebol
Shai Gilgeous-Alexander (Canadá) – basquete
Luke Littler (Reino Unido) – dardos
Lando Norris (Reino Unido) – Fórmula 1
Yu Zidi (China) – natação
Retorno do Ano:
Amanda Anisimova (Estados Unidos) – tênis
Egan Bernal (Colômbia) – ciclismo
Rory McIlroy (Reino Unido) – golfe
Yulimar Rojas (Venezuela) – salto triplo
Leah Williamson (Reino Unido) – futebol
Simon Yates (Reino Unido) – ciclismo
Melhor Atleta nos Esportes de Ação:
Yago Dora (Brasil) – surfe
Rayssa Leal (Brasil) – skate
Kilian Jornet (Espanha) – ultramaratona
Chloe Kim (Estados Unidos) – snowboard
Molly Picklum (Austrália) – surfe
Tom Pidcock (Reino Unido) – ciclismo
Melhor Atleta com Deficiência:
Gabriel Araújo (Brasil) – natação
Simone Barlaam (Itália) – natação
Catherine Debrunner (Suíça) – atletismo
Kelsey DiClaudio (Estados Unidos) – hóquei no gelo
David Kratochvíl (República Tcheca) – natação
Kiara Rodríguez (Equador) – salto em distância
Prêmio Esporte para o Bem:
A.S.D. Gruppo Sportivo Valanga (Itália) – oferece oportunidades educacionais por meio da combinação de atividades esportivas e psicologia;
Fútbol Más (projeto global) – promove inclusão, trabalho em equipe e respeito por meio de torneios de futebol;
Kings County Tennis League (Estados Unidos) – reduz barreiras econômicas que impedem jovens locais de ter acesso ao tênis;
MindLeaps (projeto global) – desenvolve competências cognitivas por meio de um programa inovador, que combina aulas de dança e ensino acadêmico;
Rugby for Good (Hong Kong) – promove equidade social e de gênero para crianças com TDAH;
Transformación Social TRASO (México) – oferece aulas de boxe e artes marciais duas vezes por semana, com sessões de terapia em grupo conduzidas por profissionais.

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