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Projetista campeão da F1, Adrian Newey relembra início na equipe de Fittipaldi

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Jornalista Rodrigo França lembra história de Adrian Newey com equipe Fittipaldi na F1
Qual o melhor piloto de todos os tempos? Ayrton Senna, Lewis Hamilton, Michael Schumacher, Juan Manuel Fangio, enfim, ótimos candidatos podem ser citados no topo. Mas quando se trata de escolher o mais bem sucedido profissional da história da F1, a resposta é unânime: o projetista Adrian Newey.
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Adrian Newey no GP da Austrália da F1 em 2026
Rudy Carezzevoli/Getty Images
O britânico conquistou a impressionante marca de 26 títulos mundiais, sendo 14 com seus pilotos e 12 como construtor. A primeira fase de sucesso de Newey foi na Williams, sendo campeão com Nigel Mansell em 1992 (o famoso “carro de outro planeta”, como definiu Ayrton Senna ao enfrentar os rivais com a McLaren) e Alain Prost em 1993. Depois vieram os títulos de Damon Hill em 1996 e Jacques Villeneuve em 1997.
A segunda fase vitoriosa de Newey veio na McLaren, com o bicampeonato mundial de Mika Hakkinen em 1998 e 1999. E a mais recente foi com a Red Bull, incluindo os oito títulos do time no tetracampeonato de Sebastian Vettel (de 2010 a 2013) e os quatro de Max Verstappen, de 2021 a 2024, sendo que nesta última temporada ele já havia saído do time ao final do ano, mas participou do projeto do carro que deu o título ao holandês.
Max Verstappen olha para o RB19 após vencer o GP da Áustria, no Red Bull Ring, em Spielberg
Mark Thompson/Getty Images
Com 26 títulos no currículo, hoje o passe de Adrian Newey é tão caro quanto de estrelas como de um piloto campeão mundial de F1. E foi uma das grandes apostas da Aston Martin para seu projeto de se tornar uma equipe grande na categoria, promovendo-o inclusive a chefe de equipe em 2026. Mas esta carreira tão vitoriosa tem uma passagem interessante com a história do único time brasileiro da história na F1: a Fittipaldi.
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Newey teve na equipe de Emerson e Wilson Fittipaldi sua primeira oportunidade de emprego na F1, como ele relembrou após ser perguntado pelo ge.globo a respeito da importância da escuderia brasileira em sua carreira.
– Sim, é muito simples: se não fosse pela Fittipaldi, talvez eu não estivesse aqui agora. Vou tentar ser breve, mas em 1980 eu me formei, depois de ter estudado aeronáutica na faculdade, não por qualquer interesse em aviões, mas simplesmente porque eu queria entrar no automobilismo e achei que esse era o melhor curso para fazer. Quando eu me formei, em 1980, antes da internet, escrevi para todos os endereços de equipe que consegui encontrar. A maioria não me respondeu, e o único que me respondeu foi Harvey Postlethwaite, da Fittipaldi.
Emerson Fittipaldi marcou seu último ponto na F1 em Monte Carlo, em 1980
Reprodução/rede social
A equipe brasileira iniciou sua jornada na F1 em 1975, competindo até a temporada de 1979 com o nome de seu principal patrocinador, a Coopersucar. Os primeiros pontos vieram em 1976, quando Emerson Fittipaldi, já bicampeão mundial, surpreendeu o mundo da F1 ao trocar a poderosa McLaren para se tornar piloto do time brasileiro.
Esta mudança de equipe é retratada de forma bem-humorada no filme “Rush”, sobre a rivalidade de Niki Lauda com James Hunt, que acaba herdando a vaga deixada aberta por Emerson na McLaren e ao final daquela temporada vence seu primeiro e único título mundial.
Em 1978, a equipe brasileira teve seu melhor momento na F1, com o histórico segundo lugar de Emerson Fittipaldi em Jacarepaguá, terminando o ano como a sétima melhor equipe do mundo, com 13 pontos, na frente de times como McLaren e Williams, por exemplo.
Emerson Fittipaldi rumo ao seu primeiro ponto com a Copersucar, em 1976
Getty Images
Assim, Newey se sentiu encorajado pela resposta da equipe brasileira à sua carta pedindo uma vaga para trabalhar na F1. E o britânico também relembrou uma curiosa história do dia de sua primeira entrevista de emprego na categoria.
– Fui para uma entrevista de moto, uma Ducati. Ele tinha uma moto Guzzi Le Mans. Ele perguntou: “Posso dar uma volta na sua Ducati?” Eu respondi: “Sim.” E ele foi dar uma volta no quarteirão. Quando voltou, com um grande sorriso no rosto, ele me perguntou: “Quando você pode começar?” E foi assim que entrei no mundo das corridas – relembrou.
A temporada de 1980 foi outro ótimo momento da equipe Fittipaldi, terminando mais uma vez na sétima colocação no Mundial de Construtores, com 11 pontos, empatada com McLaren e na frente da Ferrari.
Emerson Fittipaldi a caminho de seu último pódio na F1, em 1980
Reprodução/rede social
Emerson conseguiu mais um pódio em Long Beach, chegando em terceiro e dividindo o pódio com Nelson Piquet, que conquistava nos EUA sua primeira vitória na F1 e seria campeão mundial no ano seguinte. Quem também tem passagem marcante pela Fittipaldi foi Keke Rosberg, que conquistou seu primeiro pódio na F1 com a escuderia brasileira no GP da Argentina.
Dois anos depois, ele seria campeão da F1 com a Williams. E foi justamente na temporada de 1982 que a equipe brasileira encerrou sua jornada na F1, após dificuldades para manter suas operações na categoria para a temporada seguinte.
Já Newey teve passagem por outras categorias, como IMSA e Indy (vencendo a Indy 500 de 1985 com Danny Sullivan) e atuou depois na F1 em times como March, Lola, Leyton House até chegar na Williams e iniciar sua jornada impressionante de títulos.
Adrian Newey e Patrick Head: mentes idealizadoras dos “carros de outro planeta” da Williams em 1992 e 1993
Paul-Henri Cahier/Getty Images
Agora, como chefe de equipe, é difícil saber se o britânico conseguirá mostrar o mesmo desempenho espetacular que alcançou como projetista. A saída de Jonathan Wheatley da Audi foi apontada como uma possível contratação da Aston Martin justamente para ajudar Newey nesta nova função.
Aston Martin blinda estrutura da equipe em meio a rumores sobre Wheatley
A temporada 2026 até aqui mostra que o caminho para o sucesso como chefe de equipe na Aston Martin não será fácil. Mas é bom não duvidar da capacidade de quem um dia mandou uma carta pedindo emprego para equipes de F1. E que, graças a resposta positiva da equipe brasileira na F1, fez deste primeiro emprego o início da jornada mais vitoriosa de um profissional na categoria.

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