“F1 precisa urgente de nova regra”, diz Rodrigo França sobre corrida terminando com safety car
A conclusão do GP da Grã-Bretanha sob safety car neste domingo impossibilitou disputas por posições na última volta; com isso, George Russell assegurou o segundo lugar na prova vencida por Charles Leclerc. Chefe do inglês na Mercedes, Toto Wolff elogiou os comissários por seguirem o regulamento à risca e lembrou de 2021, quando o oposto ocorreu.
FIA culpa software por equívoco com saída de safety car no GP da Grã-Bretanha
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A ultrapassagem que decidiu o título de 2021: Max Verstappen sobre Lewis Hamilton em Abu Dhabi
Joe Portlock/F1 via Getty Images
– Eu preferia que isso tivesse acontecido em 2021! Isso era mais importante. Mas que bom que os regulamentos tenham sido seguidos – disse o austríaco.
Wolff era chefe de Lewis Hamilton na Mercedes em 2021, quando o heptacampeão disputou o título com Max Verstappen. Eles chegaram empatados na última corrida do ano, o GP de Abu Dhabi: a prova foi interrompida nas últimas voltas após Nicholas Latifi e Mick Schumacher baterem.
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Porém, diferente do que ocorreu neste domingo, a direção de prova tirou o safety car da pista mais cedo para que a última volta da corrida fosse sob bandeira verde. Como Verstappen havia trocado seus pneus sob a bandeira amarela e Hamilton, não, o piloto da Red Bull conseguiu ultrapassar o rival, ganhar a corrida e, consequentemente, faturar o campeonato.
Em 2022, equipes não quiseram mudar regra de safety car
O caso teve tanto impacto que culminou com uma série de mudanças no regulamento e, por fim, a remoção de Michael Masi do cargo de direção de provas da F1. Cinco anos depois, no GP da Grã-Bretanha deste domingo, o procedimento foi diferente: o safety car convocado na 48ª volta após Verstappen bater não deixou a pista e conduziu os carros até a bandeira quadriculada.
Toto Wolff no GP da Grã-Bretanha da F1 2026
David Davies/PA Images via Getty Images
Na ocasião, Leclerc liderava a corrida à frente de Hamilton e Russell. O carro de segurança foi chamado e vários pilotos aproveitaram para fazer um pit stop extra: desta vez, Hamilton foi para os boxes. Já a Mercedes fez o mesmo que em 2021 e manteve Russell na pista.
Na volta 51 de 52, a direção de prova pediu que os pilotos retardatários (com uma volta de atraso em relação ao líder) se realinhassem: Oscar Piastri, Oliver Bearman, Esteban Ocon, Sergio Pérez, Valtteri Bottas, Lance Stroll e Fernando Alonso.
O Artigo B5.13.5 do regulamento esportivo da F1 especifica que o safety car deve deixar a pista só “ao fim da volta seguinte” ao realinhamento dos retardatários. Ou seja: no caso do GP da Grã-Bretanha, no fim da volta 52, que também simbolizava o fim efetivo da corrida.
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Ainda na volta 51, foi exibida a mensagem “safety car in this lap” (ou safety car nesta volta): quando ela aparece, a disputa recomeça na volta seguinte. Por essa ótica, a bandeira verde foi esperada para a 52ª e última volta da corrida. Entretanto, a Federação Interacional do Automobilismo (FIA) declarou que a exibição desta mensagem foi um erro de software e que não havia intenção de tirar o safety car.
– Às vezes, isso não contribui para um final de corrida mais emocionante, certamente do ponto de vista do espetáculo; todo mundo teria adorado ver Lewis com pneus macios contra a gente e talvez disputando com Leclerc. Mas, isso é um espetáculo do esporte. Um espetáculo do esporte e não o contrário, então é bom que a FIA tenha agido assim – completou Wolff.
George Russell com o troféu de 2º colocado do GP da Grã-Bretanha
Suzanne Plunkett/Reuters
Dessa vez, a Mercedes se deu bem: Russell subiu de terceiro para segundo por ter permanecido na pista na hora do safety car. Hamilton, que foi para os boxes e colocou pneus macios na expectativa de uma relargada, perdeu a vice-liderança da corrida para o compatriota inglês e não teve chance de recuperar.


