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Trump diz que Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio em Ormuz

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O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington
REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (24) que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou qualquer tipo de taxa para passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz.
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“O Irã informou aos EUA que, apesar de relatos de ‘fake news’ que causam confusão, não há ‘pedágios, custos de seguro ou quaisquer outras taxas de qualquer tipo sendo cobradas ou recebidas pelo Irã em navios que atravessam o Estreito de Ormuz’. Se essa informação for falsa, as negociações serão encerradas imediatamente!”, afirmou Trump em publicação em sua rede social Truth Social.
A fala remete a uma disputa travada entre EUA e Irã sobre o futuro de Ormuz no pós-guerra, iniciada a partir do acordo de paz preliminar assinado entre os dois países na semana passada (leia mais abaixo).
No post, Trump também voltou a ameaçar abandonar as negociações com o Irã, algo que ele já havia feito na terça-feira, só que por outro motivo: o das inspeções às instalações nucleares iranianas no âmbito do acordo de paz preliminar assinado entre os dois países na semana passada.
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Depois, o presidente norte-americano voltou a dizer que os EUA não darão nenhum dinheiro ao Irã, apesar do acordo constar que Washington e seus aliados “criarão o mecanismo para transferência de US$ 300 bilhões (cerca de R$ 1,55 tri) para reconstrução”. Ele afirmou que esse dinheiro virá de bens congelados de Teerã e enquadrou a transferência como uma ajuda humanitária ao povo iraniano.
“Além disso, nenhum dinheiro foi dado ao Irã, nem liberado ao país pelos EUA. Nós iremos liberar parte do dinheiro deles, que está totalmente sob nosso controle, para nossos agricultores e pecuaristas, para a compra de milho, trigo, soja e outros produtos. Alimentos são urgentemente necessários no Irã, e nós iremos comprá-los para eles exclusivamente dos Estados Unidos”, completou Trump.
Apesar da fala de Trump, Irã e Omã afirmaram em comunicado conjunto na terça que estudam praticar uma administração conjunta de Ormuz no futuro, com a cobrança de custos pelos serviços prestados.
Disputa por Ormuz
Embarcações no Estreito de Ormuz , vistas de Musandam, Omã, 15 de junho de 2026
REUTERS/Stringer
O Irã afirmou nesta terça-feira (23) que apenas um certo número de embarcações por dia está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz, e que essa quantidade deve variar diariamente de acordo com as condições na região.
A informação, veiculada pela agência estatal iraniana Tasnim com uma autoridade militar, adiciona uma nova camada à reabertura de Ormuz, determinada pelo acordo de paz assinado entre EUA e Irã na semana passada —o documento, no entanto, não citava tal limitação. O Irã não mencionou uma quantidade estimada de navios permitidos a passar pelo local.
EUA e Irã também travam uma disputa sobre quem controlará o estreito no pós-guerra e outras questões, como a possível cobrança de taxas feita por Teerã. Na segunda, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que Ormuz estava “totalmente aberto”, já o Irã tem ameaçado fechar novamente o estreito por conta de ataques de Israel no Líbano.
Por enquanto, sites de monitoramento de tráfego marítimo registraram na segunda-feira o tráfego mais intenso por Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio: pelo menos 35 navios comerciais passaram pela região. Nesta terça-feira, Trump disse que 19 milhões de barris de petróleo passaram por Ormuz na segunda, o que chamou de um “recorde histórico”.
O governo dos EUA não havia se manifestado de forma oficial sobre a fala do Irã até a última atualização desta reportagem.
Trump disse que só aceitou levantar o bloqueio naval que a Marinha dos EUA faziam na entrada do Estreito de Ormuz porque os negociadores iranianos teriam aceitado as vistorias nucleares. “Baseado nessa e em outras grandes concessões feitas pelo Irã, eu concordei em permitir que o Estreito de Ormuz siga aberto, sem novos bloqueios navais”, afirmou.

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