Presidente dos EUA, Donald Trump, durante reunião de gabinete na Casa Branca 27 de maio de 2026
REUTERS/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a remarcação do jantar com os correspondentes credenciados na Casa Branca para o dia 24 de julho. O evento recebeu uma nova data após sido interrompido por tiros no dia 25 de abril, quando um homem armado tentou invadir o local.
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“Em um sinal de força e coragem, acaba de ser anunciado que o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, que terminou de forma violenta e abrupta em 25 de abril, será remarcado para 24 de julho”, disse Trump em uma rede social nesta terça-feira (2).
A Casa Branca anunciou a nova data também nesta terça-feira (2). O republicano afirmou, ainda, que foi convidado a discursar.
“Este anúncio é muito bom, pois não podemos permitir que lunáticos mudem nosso modo de vida, ou mesmo sua programação. Fui convidado por Weijia Jiang, presidente da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, e aceitei o convite para discursar. Não sei se farei as mesmas declarações desagradáveis, pelo menos no que diz respeito a certas pessoas, mas descobriremos em breve”, afirmou.
Trump estava no evento, que é o encontro mais tradicional entre o presidente dos EUA e jornalistas e seria o primeiro da atual gestão do republicano, quando sons de tiros foram ouvidos do salão. Cinegrafistas que registravam o evento capturaram o barulho dos disparos.
Trump fala após tiros em jantar
Agentes de segurança então entraram rapidamente no local e retiraram Trump, a primeira-dama, Melania Trump, e o vice-presidente, JD Vance, que estavam em uma mesa em um palco do salão. Outras autoridades do alto escalão, como os secretários de Estado e de Guerra e o diretor do FBI, também foram retirados.
Os jornalistas foram mantidos no local para checagens de segurança.
O atirador chegou a disparar contra um dos agentes, mas o tiro atingiu o colete à prova de balas do oficial, que passa bem, segundo o Serviço Secreto. Ninguém mais foi ferido.
O suspeito foi identificado como Cole Tomas Allen, 31 anos, um cidadão dos Estados Unidos nascido na cidade de Torrance, na Califórnia. Allen, segundo as autoridades, é engenheiro mecânico, desenvolvedor de jogos e ex-professor particular.
Equipe da Globo estava no local
A repórter da TV Globo Raquel Krahenbuhl relatou os momentos de tensão vividos por ela durante o ataque a tiros do lado de fora do jantar.
Raquel relatou um fraco esquema de segurança no evento, em que não houve revista e os agentes presentes checavam apenas o ingresso. Jornalistas de outros países também relataram terem presenciado o mesmo nível de segurança.
Segundo a correspondente da TV Globo, as pessoas presentes estavam começando a jantar e diversas autoridades do governo dos EUA estavam no palco quando os tiros começaram. Foi aí que todos foram para debaixo das mesas e agentes do Serviço Secreto fortemente armados entraram no salão.
“Já estávamos todos sentados, o jantar estava no início e o pessoal estava começando a comer. As declarações do presidente Trump viriam depois, mas já estava todo mundo sentado no palco. A gente estava ainda na salada quando ouvimos um barulho. Na hora, eu achei que tivesse sido um acidente, que uma mesa havia caído. Mas, nesse momento, todo mundo começou a entrar debaixo das mesas, para se proteger, e foi aí que a gente imaginou que tivesse ocorrido um tiroteio”, afirmou Raquel.
“Imediatamente entraram homens armados do Serviço Secreto e foram direto para os líderes. Um agente ficou bem atrás de mim, protegendo o chefe do FBI, Kash Patel, que estava debaixo da mesa. E daí eles começaram aos poucos a tirar os secretários [do governo dos EUA]. (…) Houve muita confusão no momento em que tudo aconteceu. Por questão de segurança, Todo mundo teve que ser retirado do salão para que eles [agentes] pudessem continuar o protocolo de segurança”, completou a correspondente.


